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terça-feira, 6 de setembro de 2011

VOCÊ JÁ FOI A BAHIA DE CLODOVIL?

OH, XÊÊÊNTE!!! CLODOVIL NA BAHIA, TERRA DE CAYMMI E JORGE AMADO.



Na terra banhada pelo sol, Clodovil optou pelo branco luminoso, contraste perfeito para o tom de pele de MIRA, uma de suas modelos prediletas naquele início dos anos 80. Ela na sua tentativa de montar no burrico para não queimar os pés na escaldante areia e em fotos de Otto Stupakoff.





E o mar serenou quando ela pisou na areia... A ousadia do fio dental antes de virar moda no Brasil dos anos 80, feito com as tramas do macramê, compondo assim uma identidade indígena, consequentemente brasileira.



A mulata, seja ela Gabriela Cravo e Canela ou Tereza Batista Cansada de guerra, recebendo a repreensão do padre pela fenda profunda e embabada de sua saia.


Lá vai ela descendo as ladeiras do pelourinho, com um tailleur em linho branco e maxi-capelline de palha branca para ocultar a face do sol que incide incessante.




"O canto da sereia", seria o nome ideal ao traje de gala que Mira desfila em terras bahianas. Vestido com grande decote arrematado por gola volumosa, fenda sobre tecido com bordado inglês(feito à mão) expõe as pernas da mulata cravo e canela.



Morena dengosa em vestido bolsa, usada como saída de praia, assimetricamente drapeada. A bolsa lateral em macramê é parte integral do vestido.




Despojada como um malandro da baixa do sapateiro. Linho, tecido ideal para o calor bainhano e chapéu panamá, charuto para completar o gênero.




Bailarina do sol poente, delicada entre as camadas em tulle de sua saia. Bustier em macramê sustentando a saia volumosa num cenário onde o jangadeiro adentra o mar ao cair da tarde.






Danian.

3 comentários:

Fernanda Iasi disse...

Impecável como sempre! Menino que sensibilidade! Bjo lalique!

Emíliana disse...

Aprendendo muito com vc sobre a vida do Clodovil.
Bacana!!!
Bjka

✿ chica disse...

Sempre gostei dele e de ver seus programas.Pouco a pouco verei mais dele aqui!beijos,chica