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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

""SONHO DE DEBUTANTE""







Com o grande sucesso e prestígio de Clodovil trazidos pela sua participação no programa matutino, TV Mulher, levou a revista Manequim a idealizar um concurso. A vencedora do concurso ganharia um vestido de Clodovil. A produção da revista convocou o fotógrafo J R Duran para fazer as fotos. Sâmia Maluf, que Clodovil, certa vez, a chamou de "A Margaux Hemingway" brasileira, serviu de modelo para a produção. E assim realizou-se a edição de dezembro de 1980 da revista Manequim com Clodovil na capa. Com o seu vestido branco, Clodovil propunha um certo romantismo do passado. Findou-se os conturbados anos 70, onde as roupas eram desprovidas de armações, uma moda desestruturada assim como a sociedade de então. Clodovil sentiu no ar essa volta ao tradicionalismo e a traduziu na idealização desse vestido. A saia se arma em camadas e camadas de tulle, o branco resgata a virgindade contestada pelo movimento feminista, considerando-se que poucos meses depois Lady Diana Spencer, futura princesa de Gales, seria submetida a um exame para confirmar a sua virgindade.
E a AIDS surgia se pondo de uma forma decisiva na volta aos valores de outrora. Houve um tempo em que se dava nomes aos vestidos, e o nome ideal para esse vestido seria "Sonho de Debutante," pois resgatava o sonho do romantismo e pureza tradicionais. Esse vestido invoca também uma tradição do passado:"O baile de debutantes". Festa tradicional da sociedade onde a menina na sua adolescência era introduzida ao mundo dos adultos nesse verdadeiro ritual de iniciação. E na conclusão do concurso houve uma surpresa:""AS VENCEDORAS""















Nesse fato inusitado, duas vencedoras ao mesmo tempo, fez com que Clodovil providenciasse um segundo vestido. Sendo que igualmente romântico como o primeiro. O que vem a corroborar a minha tese do sonho de debutante. A segunda vencedora pretendeu usar o seu vestido, talvez seu atestado de virgindade, no seu casamento, e em função disso, Clodovil providenciou uma capa para cobrir o colo da futura noiva. O que me leva a constatar que: como atualmente a maioria das moças optam pelo vestido tomara-que-caia, recusando o tradicionalmente vestido fechado de noiva, e já não é tão comum as festas de debutantes. Isso faz com que numa só festa a moça realizar tanto o seu casamento quanto o seu sonho de menina moça, o vestido de debutante.





""SONHO DE MENINA MOÇA""



Ninguém representou tão bem essa transição, a adolescência, no cinema quanto Elizabeth Taylor. A menina de lindos olhos violetas começava a enxergar outras coisas com o aumento de seu fluxo hormonal. A menina deixava o seu corpo infantil para se tornar curvilínea, a ponto de Edith Head, estilista da Paramount ver nisso uma dificuldade na construção de um perfil elegante para Liz. Elizabeth Taylor deixou para traz algumas coisas da infância, porém carregou para a vida inteira um traço dessa infância: o seu amor pelos animais. E tudo isso se incorpora no filme: A Place in the Sun. Em Um Lugar ao Sol, Edith Head elaborou um vestido que é a síntese desse sonho de menina moça, naquele que talvez tenha sido o segundo vestido mais copiado do cinema, perdendo para o igualmente romântico vestido de Joan Crawford em Letty Lynton. E numa observação mais atual foi chamado de o vestido template de uma geração de moças. Elizabeth Taylor desliza pelo filme, no farfalhar das anáguas do seu vestido, todo romantismo de uma fase da mullher.















Danian.

Um comentário:

Cris Guimarães disse...

Ele sabia o que era estilo...

Beijos, feliz 2012!!!